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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

P-3AM Orion da FAB vigilância e proteção


Em uma transação que teve início em 1998 e só foi assinada em 2005, o Brasil comprou do governo americano 12 aviões patrulha P-3 AM, produzidos na década de 60. Nove aviões são operacionais e outros três, para retirada de peças e treinamento.

O P-3A M Orion é usado na vigilância e proteção de áreas marítimas e dos recursos naturais da Amazônia Legal e, de modo especial, a região do pré-sal. Além disso, a aeronave apoia as atividades de busca e salvamento no Atlântico Sul sob responsabilidade do Brasil.
O P-3AM assumirá um papel determinante nas missões de busca e salvamento. Por força da Convenção de Chicago, da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), o Brasil é responsável pela busca e salvamento de aeronaves e navios numa área com seis milhões de Km² (praticamente todo o Atlântico Sul).

Os P-3AM da FAB equipam o Esquadrão Orungan (1º/7º GAV) que opera na Base Aérea de Salvador, uma unidade histórica para a Aviação de Patrulha brasileira, e será usado pelo Brasil para vigilância marítima, busca e salvamento e guerra antisubmarina. Com seus quatro Turbo propulsores Allison T56-A-14 com 4,910 Cv de potência cada, o Orion é capaz de voar de Recife a Madri e retornar sem necessitar de reabastecimento.


O avião possui um dos mais modernos sistemas para identificação por radar e dispõe do mecanismo Forward Looking Infra-Red (FLIR), que complementa as informações dos tráfegos marítimos, fornecendo imagens nítidas e claras mesmo no período noturno. Permitem localizar, identificar e repassar todo o cenário do tráfego marítimo para embarcações da Marinha do Brasil e direcionar a atividade de policiamento para as áreas mais críticas.

A nova aeronave também ajudará na defesa do meio ambiente, identificando os responsáveis pelo derramamento de óleo, tanto acidentais quanto provocados. Algumas embarcações que transportam petróleo costumam lavar os tanques com a água do mar. Essa prática criminosa deixa uma mancha de óleo que polui e afeta a vida marinha. Os sensores do P-3AM conseguem identificar os rastros na superfície do mar e, desta forma, identificar a embarcação de origem, mesmo muitas horas depois da abertura dos tanques. O P-3AM pode fotografar o navio infrator e encaminhar as fotos com um relatório para as autoridades ambientais, como prova para a aplicação de multas.

Outra atividade ilegal que a aeronave certamente poderá combater é a pesca na Zona Econômica Exclusiva do Brasil, uma faixa de 370 quilômetros a partir da costa brasileira. As embarcações estrangeiras que praticarem a pesca nessa área também poderão receber multas.


















Operadores
Alemanha
Argentina
Austrália
Brasil
Canadá
Chile
Coreia do Sul
Espanha
Estados Unidos
Marinha dos Estados Unidos
Grécia
Irã
Japão
Noruega
Nova Zelândia
Paquistão
Portugal
Tailândia
Taiwan

Introdução de uma sonobóia submarina

Principais Características
Lockheed P-3AM Orion
Horigem   Estados Unidos
Fabricante Lockheed Martin
Entrada em serviço Agosto de 1962
Missão Patrulhamento marítimo
Tripulação 10 ou 11

Dimensões:
Comprimento 35.61 m
Envergadura 30,38 m
Altura         10,29 m
Área asas 120,8 m²
Diâmetro da fuselagem   3.45 m
Diâmetro da hélice      4.11 m

Pesos e Cargas:
Peso em vazio    27,890 kg
Peso máximo de combustível    28,350 kg
Carga máxima dispensável (armas, sonobóias)    9,071 kg
Peso máximo à descolagem    61,235 kg
Peso máximo à aterragem     47,119 kg

Propulsão:
Motores 4x turbo propulsores Allison T56-A-14 com 4,910 Cv cada

Performance:
Velocidade máxima 761 km/h
Alcance   3,835 km
Tecto máximo 8.626 m
Performance:
Velocidade máxima a 4,500m com 47,625Kg    761Km/h
Veloc. de cruzeiro económica a 7,620 m com 48,895 kg    607Km/h
Velocidade de patrulha a 457 m com 49,895 kg    381 km/h
tecto de serviço    8,625 m
Taxa máxima de subida a 500m    594 m/minuto
Corrida de descolagem c/ obstáculo de 15m    1,673 m
Distância de aterragem a 15 m de altura    1,673 m
Raio operacional    3,835 km
Perspectiva da introdução de uma sonobóia submarina num dos casulos de ejeção:
Raio operacional c/ 3 horas sobre zona alvo    2,494 km
Resistência máxima a 4,500m com 2 motores    17 h 12 min
Resistência máxima a 4,500m com 4 motores    12 h 20 min
Motores   4x Turbo propulsores Allison T56-A-14 com 4,910 CV de potência cada

Armamento:
Até 9 toneladas de cargas internas e externas podem ser combinadas com as seguintes opções:
Compartimento interno:
8x Torpedos Mk 46/50
8x Cargas de profundidade MK 54
3x Minas de 450Kg MK 36/52
3x Cargas de profundidade MK 57
2x Cargas de profundidade MK 101
1x Minas de 900Kg MK 25/39/55/56
Suportes externos da secção central (2+2):
2x AGM-84 Harpoon
2x AGM-65 Maverick
2x Torpedos Mk 46/50
2x Minas de 900Kg MK 25/39/55/56
Suportes exteriores (3+3)
2x Torpedos Mk 46 ou Minas de 900Kg MK 25/39/55/56
2x Torpedos Mk 46 ou Minas de 900Kg MK 25/39/55/56 ou foguetes
2x Torpedos Mk 46 ou Minas de 900Kg MK 25/39/55/56 ou foguetes




Imagens Wikipédia, Vídeo YouTube.

sábado, 5 de julho de 2014

Presidente de Honduras negociará compra de aviões da Embraer

O presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, declarou no dia 23/06 que receberá em breve um grupo de trabalho da Embraer com o objetivo de revitalizar a Força Aérea de seu país.  Além disso, a empresa brasileira tem outros produtos e serviços, que podem nos servir de forma muito importante em relação com a segurança nas fronteiras terrestres, como centros de comando que serão desenvolvidos por brasileiros, sendo extremamente importantes para Honduras na luta contra o crime organizado internacional e nacional.
Nos últimos anos, Honduras demonstrou vontade de revitalizar sua Aeronáutica, que dispõe de 11 caças F5, de fabricação americana, e doze Tucanos, produzidos pela Embraer, entre outras aeronaves adquiridas há três décadas.
A maioria dos aviões está fora de serviço por falta de peças de reposição e, no caso dos Tucanos, são aeronaves de treinamento, mas que podem ser equipadas com peças de artilharia, uma das opções para revitalizar a frota, além de adquirir novos aviões através da Embraer.
O presidente do país centro-americano também disse que conversou com o chanceler brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo, para quem expôs "a necessidade de que Honduras aproxime mais suas relações" com o Brasil.
Também lembrou que uma das suas propostas durante a campanha política foi que buscaria para Honduras relações com países com economias e políticas emergentes como as de Brasil, Rússia, China e Índia.
No caso do Brasil, "é uma economia pujante e temos muitas oportunidades de tirar proveito das relações Honduras-Brasil", disse o governante hondurenho.
Honduras também buscará alianças de investimentos com pelo menos "dez das grandes corporações do mundo" e, segundo Hernández, tal propósito está sendo "cumprido com a empresa Embraer do Brasil".

Conheça o EMB 314 / A-29 Super Tucano da Força Aérea Brasileira

O Embraer EMB-314 Super Tucano produzido pela Embraer entrou em serviço em 06 de Outubro de 2004. É uma aeronave turboélice de ataque leve e treinamento avançado, que incorpora os últimos avanços em aviônicos e armamentos. Concebido para atender aos requisitos operacionais da Força Aérea Brasileira (FAB) como também a Força Aérea de outros Países, conforme uma aeronave de ataque tático, capaz de operar na Amazônia brasileira em proveito do projeto SIPAM / SIVAM, e de treinador inicial para pilotos de caça.
Lembrando-se de que o papel do Super Tucano não se limitará ao treinamento de pilotos, a Embraer equipou o A-29 com sistemas projetados não apenas para atender aos requisitos básicos de treinamento, mas também cinco pontos sob a asa e fuselagem que permitem carregar até 1.500 kg de uma extensa gama de armamentos (convencionais e inteligentes) para acompanhar as contínuas mudanças que ocorrem nos potenciais ambientes de operação da aeronave.
Pelas características da região Amazônica (extensa área de floresta fechada, com alta incidência de chuvas, altas temperaturas e umidade elevada) e de ameaça (baixa intensidade) na qual atua. O A-29 Super Tucano é um turboélice, de ataque, com grande autonomia e raio de ação, capaz de operar tanto de dia como a noite, em qualquer condição meteorológica, a partir de pistas curtas e desprovidas de infraestrutura, entre outras.
O EMB-314 Super Tucano é produzido em duas versões:
Monoposto (designado A-29A) - para ataque e reconhecimento armado, dentro da tarefa de interdição; para ataque e cobertura, dentro da tarefa de apoio aéreo aproximado e para interceptação e destruição de aeronaves de baixo desempenho.
Biposto (designado A-29B) - além das mesmas atribuições do monoposto; para treinamento e para controle aéreo avançado, na tarefa de ligação e observação.


Principais Características

Descrição
Fabricante                Embraer Defesa e Segurança
Entrada em serviço  06 de Outubro de 2004
Missão Ataque leve e treinamento avançado
Tripulação 1 (monoposto) ou 2 (biposto)

Dimensões
Envergadura: 11,14 m
Comprimento: 11,30 m
Altura: 3,97 m

Pesos
Vazio: 3.200 kg
Máximo de decolagem: 5.400 kg
Carga de combate máxima: 1.550 kg (cargas externas/munições)
Tripulação: 1 piloto no monoposto ou 2 (1 piloto + 1 operador de sistemas/aluno) no biposto

Desempenho
Velocidade máxima nivelada: 590 km/h (limpo)
Velocidade de cruzeiro: 520 km/h
Velocidade de estol: 148 km/h
Alcance de traslado: 1.445 km (combustível interno) e 2.855 km (com tanques externos)
Teto de serviço: 10.665 m
Autonomia: 3,4 h (combustível interno) e 8,4 h (com tanques externos)
Raio de combate: 550 km (Hi-Lo-Hi)
Distância de decolagem / pouso: 900 m / 860 m

Propulsão
Motor: 1 turboélice Pratt & Whitney Canada PT6A-68C de 1.600 shp de potência, que incorpora FADEC (controle digital de motor com autoridade total) e EICAS (sistema de indicação de motor e alerta da tripulação)24
Hélice: 1 hélice Hartzell pentapá de 2,38 m de diâmetro

Performance
Velocidade máxima (limpo) 5902 km/h
Alcance (com tanques externos) 2.8552 km
Teto máximo 10.6652 m

Estrutura
Fatores de carga: +7 G / -3,5 G
Pressurização: 5 psi
Vida de fadiga: 12.000 h (combate típico) e 18.000 h (treinamento típico)
Parabrisa: Resistente ao impacto de pássaros de 1,8 kg a 555 km/h

Metralhadora FN Herstal M3P de 12,7 mm na asa da aeronave

Armamentos
Metralhadoras: (2x) FN Herstal M3P de 12,7 mm (.50 in) (cada uma com duzentos tiros, instaladas internamente nas asas)
Canhões: (1x) pod de canhão GIAT M20A1 de 20 mm (sob a fuselagem)
Foguetes: (4x) pods de lança-foguetes LM-70/19 de 70 mm ou LAU-68 de 70 mm
Bombas: Mk 81; Mk 82 ou M11717 (emprego geral); BLG-252 (lança-granadas); Lizard18 ou Griffin (guiadas por laser); JDAM (munição conjunta de ataque direto)19 ; SDB (bombas de pequeno diâmetro)20 ;Paveway II (guiada por laser / GPS)
Mísseis ar-ar: (2x) AIM-9L; MAA-1 (homologado) ; Python 3 ou Python 4
Mísseis ar-superfície: (2x) AGM-65
Estações de armas: possui um total de 5 pontos (dois em cada asa e um sob a fuselagem)
Principais configurações armadas: (infográfico).

Sistemas e equipamentos
  •         A sobrevivência da tripulação é assegurada por meio de blindagem e provisões de tecnologia de ponta como MAWS (Missile Approach Warning System) [Sistema de Alerta de Aproximação de Míssil] e RWR (Radar Warning Receiver) [Receptor de Alerta de Radar], além de dispensadores de chaff e flares. 
  • O sistema de comunicação e navegação é similar àquele das aplicações de treinamento, mas possui características como o PR (Positioning Reporting), Informação de Posição e ALE (Automatic Link Establishment), Estabelecimentos Automáticos de Link, que permitem a transmissão automática de dados de posição e vôo da aeronave a estações terrestres. A aeronave também está equipada com EGIR (Embedded GPS/INS & Radar Altímetro) [GNS/INS & Radar Altímetro Integrados]
  • Um piloto automático militar de dois eixos reduz a carga de trabalho do piloto nas missões de longa duração.
  • As comunicações táticas ocorrem por meio de um rádio V/UHF digital anti-interceptação e interferência, o qual, mediante um modem de data-link, é capaz de transmitir imagens de posições congeladas de visão infra-vermelho - FLIR (Forward-Looking Infrared), ou posições fixas para outras aeronaves. No modo de receptor silencioso, o sistema pode capturar dados de estações em terra ou aeronaves AEW&C sem revelar a sua posição.
  • HUD (Head Up Display), apresentação de dados visível à altura dos olhos do piloto, com UFCP (Up Front Control Panel) painel central e
  • FLIR (Forward Looking Infrared), sistema de visão Infra-Vermelho, que fornece imagens térmicas em dois modos de apresentação que podem ser selecionados pelos tripulantes, inteiramente compatíveis com NVG (óculos de visão noturna) de terceira geração ou superiores.
  • Conceito Full Hands on Throttle and Stick [Mãos na Manete e Manche] (HOTAS)
  •         INS a Laser com Sistema de Navegação GPS
  •         Modos de Ataque Computadorizados (CCIP, CCRP, CCIL, etc.)
  •         HUD (Head Up Display) [Apresentação Visível com a Cabeça Erguida] com UFCP (Up Front Control Panel) [Painel de Controle à Frente]
  •         Duas Telas Multi-Função em Cores, (CMFD) [Color Multi-Function Displays] por posto de pilotagem.
  •         V/UHF tático com provisões para data-link
  •         Rádio-Comunicação e Navegação Integradas
  •         Câmera/Gravador de Vídeo
  •         Sistema de iluminação interna e externa compatível com NVG [Óculos de Visão Noturna] Gen III [terceira geração]
  •         Piloto Automático com capacidade de planejamento de missão incorporada
  •         Infra-Vermelho de Visão à Frente [Forward-Looking Infrared] (FLIR)
  •         Cabine com instrumentação totalmente eletrônica, que resulta em baixa carga de trabalho para proporcionar melhor percepção situacional
  •         Sistema de Apresentação Instalado no Capacete (opcional)

Operadores do A-29 Super Tucano
Brasil - 99 aeronaves
Angola - 6 aeronaves encomendadas
Burkina Faso - 3 aeronaves
Mauritânia - 3 aeronaves encomendadas
Senegal - 3 aeronaves encomendadas
Colômbia - 25 aeronaves
Chile - 12 aeronaves
República Dominicana - 8 aeronaves
Equador - 18 aeronaves
Indonésia - 16 aeronaves encomendadas
Afeganistão - 20 aeronaves encomendadas
Estados Unidos - 1 aeronave (leasing para Tactical Air Defense Services) Programa LAS - 20 aeronaves encomendadas pelo Governo norte-americano que irá repassá-las para a Força Aérea do Afeganistão




Imagem Wikipédia, Vídeo YouTube.

sábado, 31 de maio de 2014

O Brasil vai comprar pela 1ª vez mísseis aéreos para afundar navios

Visando proteção marítima, o país e a Força Aérea Brasileira negociaram a aquisição de 20 mísseis Harpoon. Esses mísseis serão usados pela força aérea para patrulha marítima, busca e salvamento, afundar navios e submarinos na superfície.
A Força Aérea Brasileira iniciou neste ano a negociação para adquirir, pela primeira vez no país, mísseis aéreos capazes de afundar navios. Serão comprados 20 mísseis Harpoon, da norte-americana Boeing: 16 operacionais, do modelo AGM-84L Harpoon Block II, para ataque, e outros quatro, para treinamento.
O Pentágono notificou no último dia 6 o Congresso americano sobre a negociação, com custo estimado de R$ 375 milhões, alegando que o arsenal vai ajudar o Brasil nas operações de repressão ao crime organizado transfronteiriço, como a pirataria e tráfico de drogas e armas, segurança das fronteiras e proteção de investimentos e recursos na área marítima.
Misseis Harpoon (arpão para matar baleia, apelido dos submarinos na marinha americana). O míssil seria levado pelo P-3 Orion da US Navy para substituir o míssil Bullpup contra os submarinos lançadores de mísseis classe Juliett e Echo. Esses submarinos precisam subir a superfície para disparar seus mísseis balísticos.
As negociações com o governo dos Estados Unidos iniciaram depois de a FAB receber o primeiro dos aviões que pode usar o míssil, o P-3AM Orion. Doze aviões usados foram adquiridos em 2005, sendo feita manutenção e atualizções para a defesa da costa marítima e do pré-sal, tendo a vida útil prorrogada por mais 40 anos. A primeira aeronave chegou em 2011 e a última unidade do P-3AM será entregue ao Brasil na segunda quinzena de maio.
O Harpoon voa rente ao mar, a baixa altitude, não é detectado por radares e pode ser lançado a mais de 120 km do alvo, pegando de surpresa as embarcações. Nenhum caça do Brasil opera mísseis antinavio. A Marinha possui mísseis antinavios Exocet,  que equipa corvetas e fragatas e também são lançados de helicópteros  a curta distância.
O Harpoon tem corpo em formato cilíndrico em forma de torpedo com asas e barbatanas em cruz. O controle é feito nas aletas na cauda. As asas e barbatanas tem formato de delta com as pontas cortadas. Os mísseis lançados do ar tem asa fixa enquanto as outras versões (lançados do solo e do mar) têm asas dobráveis.
O míssil tem projeto modular com quatro seções:
- seção de guiamento com radar, radar altímetro, unidade de guiamento de meio curso e computador digital.
- seção de carga com cabeça de guerra, espoleta e mecanismo de armação e segurança.
- seção de propulsão com asas, bateria principal, tanques, entrada de ar.
- seção de controle com motor e atuadores.
A FAB informou que só está tentando comprar mísseis agora porque “a introdução de uma plataforma de armas envolve um grande planejamento, e respeita um cronograma de ações e investimentos. Dentro deste cenário, a aquisição dos mísseis ocorre de acordo as possibilidades e objetivos da FAB”.


Principais Características
Harpoon AGM-84 Block II
Local de origem  Estados Unidos
Fabricante Boeing Integrated Defense Systems
Tipo Míssil antinavio
Em serviço 1977
Função primária Míssil antinavio, lançado a partir do ar, superfície ou submarino;
Alimentação Teledyne J402 turbojet, 660 lbf (2.9 kN) de propulsão, e propelente específico para lançamentos de superfície e submarinos
Comprimento lançamento aéreo: 3.8 m (12 ft 7 in)
Comprimento lançamento de superfície ou submarino: 4.6 m (15 ft)
Peso lançamento aéreo: 519 kg (1,160 lb)
Peso lançamento de superfície ou submarino com lançador multi-míssil: 628 kg (1,523 lb)
Diâmetro 340 mm (13.5 in)
Envergadura 910 mm (3 ft)
Alcance 120km
Velocidade Subsónico, ca. 850 km/h (460 nós, 240 m/s, 530 mph)
Guiamento Cruzeiro de baixa altitude por radar altímétrico e guiamento pre-set, radar ''homing'' activo na fase terminal
Ogiva: 221 kg (488 lb), ogiva de penetração com alto explosivo
Custo unitário: US$720,000



Conheça o P-3AM Orion que utilizara o Harpoon AGM-84 Block ll

Em uma transação que teve início em 1998 e só foi assinada em 2005, o Brasil comprou do governo americano 12 aviões patrulha P-3 AM, produzidos na década de 60. Nove aviões são operacionais e outros três, para retirada de peças e treinamento.
O P-3A M Orion é usado na vigilância e proteção de áreas marítimas e dos recursos naturais da Amazônia Legal e, de modo especial, a região do pré-sal. Além disso, a aeronave apoia as atividades de busca e salvamento no Atlântico Sul sob responsabilidade do Brasil.
O P-3AM assumirá um papel determinante nas missões de busca e salvamento. Por força da Convenção de Chicago, da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), o Brasil é responsável pela busca e salvamento de aeronaves e navios numa área com seis milhões de Km² (praticamente todo o Atlântico Sul). Os P-3AM da FAB equipam o Esquadrão Orungan (1º/7º GAV) que opera na Base Aérea de Salvador, uma unidade histórica para a Aviação de Patrulha brasileira, e será usado pelo Brasil para vigilância marítima, busca e salvamento e guerra antisubmarina. Com seus quatro Turbo propulsores Allison T56-A-14 com 4,910 Cv de potência cada, o Orion é capaz de voar de Recife a Madri e retornar sem necessitar de reabastecimento.
O avião possui um dos mais modernos sistemas para identificação por radar e dispõe do mecanismo Forward Looking Infra-Red (FLIR), que complementa as informações dos tráfegos marítimos, fornecendo imagens nítidas e claras mesmo no período noturno. Permitem localizar, identificar e repassar todo o cenário do tráfego marítimo para embarcações da Marinha do Brasil e direcionar a atividade de policiamento para as áreas mais críticas.
A nova aeronave também ajudará na defesa do meio ambiente, identificando os responsáveis pelo derramamento de óleo, tanto acidentais quanto provocados. Algumas embarcações que transportam petróleo costumam lavar os tanques com a água do mar. Essa prática criminosa deixa uma mancha de óleo que polui e afeta a vida marinha. Os sensores do P-3AM conseguem identificar os rastros na superfície do mar e, desta forma, identificar a embarcação de origem, mesmo muitas horas depois da abertura dos tanques. O P-3AM pode fotografar o navio infrator e encaminhar as fotos com um relatório para as autoridades ambientais, como prova para a aplicação de multas.
Outra atividade ilegal que a aeronave certamente poderá combater é a pesca na Zona Econômica Exclusiva do Brasil, uma faixa de 370 quilômetros a partir da costa brasileira. As embarcações estrangeiras que praticarem a pesca nessa área também poderão receber multas.


















Operadores
Alemanha
Argentina
Austrália
Brasil
Canadá
Chile
Coreia do Sul
Espanha
Estados Unidos
Marinha dos Estados Unidos
Grécia
Irã
Japão
Noruega
Nova Zelândia
Paquistão
Portugal
Tailândia
Taiwan

Introdução de uma sonobóia submarina

Principais Características
Lockheed P-3AM Orion
Horigem   Estados Unidos
Fabricante Lockheed Martin
Entrada em serviço Agosto de 1962
Missão Patrulhamento marítimo
Tripulação 10 ou 11

Dimensões:
Comprimento 35.61 m
Envergadura 30,38 m
Altura        10,29 m
Área asas 120,8 m²
Diâmetro da fuselagem   3.45 m
Diâmetro da hélice      4.11 m

Pesos e Cargas:
Peso em vazio    27,890 kg
Peso máximo de combustível    28,350 kg
Carga máxima dispensável (armas, sonobóias)    9,071 kg
Peso máximo à descolagem    61,235 kg
Peso máximo à aterragem     47,119 kg

Propulsão:
Motores 4x turbo propulsores Allison T56-A-14 com 4,910 Cv cada

Performance:
Velocidade máxima 761 km/h
Alcance  3,835 km
Tecto máximo 8.626 m
Performance:
Velocidade máxima a 4,500m com 47,625Kg    761Km/h
Veloc. de cruzeiro económica a 7,620 m com 48,895 kg    607Km/h
Velocidade de patrulha a 457 m com 49,895 kg    381 km/h
tecto de serviço    8,625 m
Taxa máxima de subida a 500m    594 m/minuto
Corrida de descolagem c/ obstáculo de 15m    1,673 m
Distância de aterragem a 15 m de altura    1,673 m
Raio operacional    3,835 km
Perspectiva da introdução de uma sonobóia submarina num dos casulos de ejeção:
Raio operacional c/ 3 horas sobre zona alvo    2,494 km
Resistência máxima a 4,500m com 2 motores    17 h 12 min
Resistência máxima a 4,500m com 4 motores    12 h 20 min
Motores   4x Turbo propulsores Allison T56-A-14 com 4,910 Cv de potência cada

Armamento:
Até 9 toneladas de cargas internas e externas podem ser combinadas com as seguintes opções:
Compartimento interno:
8x Torpedos Mk 46/50
8x Cargas de profundidade MK 54
3x Minas de 450Kg MK 36/52
3x Cargas de profundidade MK 57
2x Cargas de profundidade MK 101
1x Minas de 900Kg MK 25/39/55/56
Suportes externos da secção central (2+2)
2x AGM-84 Harpoon
2x AGM-65 Maverick
2x Torpedos Mk 46/50
2x Minas de 900Kg MK 25/39/55/56
Suportes exteriores (3+3)
2x Torpedos Mk 46 ou Minas de 900Kg MK 25/39/55/56
2x Torpedos Mk 46 ou Minas de 900Kg MK 25/39/55/56 ou foguetes
2x Torpedos Mk 46 ou Minas de 900Kg MK 25/39/55/56 ou foguetes



Imagens Wikipédia, Vídeo YouTube.

domingo, 23 de março de 2014

Aeronaves da FAB buscam bimotor desaparecido no PA


Um avião e um helicóptero com tripulações de militares da FAB estão sendo empregados nas buscas a um bimotor modelo Beechcraft BE 58 Baron, de prefixo PR-LMN, pertencente à empresa Jotan Taxi Aéreo, desaparecido próximo à cidade de Jacareacanga (PA) por volta das 12h53, horário local, de terça-feira (18).

A FAB informou que um helicóptero UH-60 Black Hawk do Esquadrão Harpia (7º/8º GAV), sediado em Manaus (AM), e um SC-105 Amazonas do Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV), de Campo Grande (MS), especializados em missões de Busca e Salvamento, estão empregados nas buscas.

De acordo com informações do Salvaero Amazônico, a aeronave de táxi aéreo partiu de Itaituba (PA) com direção à Jacareacanga quando atingiu mau tempo. Os radares acusam seu desaparecimento a aproximadamente 29 km à nordeste de destino.

Segundo informações do Salvaero da Região Amazônica, o problema é o mau tempo na região com intenso nevoeiro.  Além da FAB, também auxiliam nas buscas dois aviões Jotan Taxi Aéreo e um helicóptero da Polícia Militar do Pará.

Segundo o Ministério da Saúde, estavam no avião as técnicas de enfermagem Rayline Sabrina Brito Campos, Luciney Aguiar de Sousa e Raimunda Lúcia da Silva Costa, o motorista Ari Lima e o piloto Luiz Feltrin.

De acordo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a situação da aeronave desaparecida, de matrícula PR-LMN, estava regular. A Inspeção Anual de Manutenção (IAM) e o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) estavam em dia.

Conheça abaixo as duas aeronaves da FAB envolvidas nas buscas. O  Helicóptero UH-60 Black Hawk e o avião SC-105 Amazônia, estão em matérias publicadas nesse blog nos dias 25 Jan 2014 e 22 Mar 2014 respectivamente.

Clique abaixo:

http://militareseseusarmamentos.blogspot.com.br/2014/01/helicoptero-hh-60-pave-hawk.html

http://militareseseusarmamentos.blogspot.com.br/2014/03/fab-sc-105-amazonia-busca-e-salvamento.html


sábado, 22 de março de 2014

FAB SC-105 Amazônia Busca e Salvamento

O SC-105 Amazonas é um bimotor turbohélice desenvolvido para o transporte tático militar pela Construtora de Aeronáuticas S.A. - CASA, parte da EADS. A EADS CASA foi um fabricante de aeronaves espanhola, anteriormente  (CASA). Tornou-se o ramo espanhol da EADS em 1999, e foi absorvida pela Airbus Military , em 2009.
O Avião é designado pelo fabricante C-295 é uma derivação do avião regional CN-295. A aeronave tem características que favorecem seu uso em missões militares, utilizando 2 propulsores Pratt & Witney PW-127G, possui capacidade de operar em pistas não pavimentadas, além da rampa traseira, muito útil no embarque e desembarque de material ou pára-quedistas. Além da versão militar de transporte utilizada pelo Brasil, há também versão militar de busca e salvamento C-295.

Capacidade Operacional
Transporte de tropa - 71 assentos
Transporte de Pallet – através de rampa
Evacuação médica - 24 macas
Transporte de veículos - Três veículos leves

Operadores
Força Aérea da Espanha - 13 aeronaves.
Força Aérea da Polônia - 8 aeronaves.
Marinha dos Emirados Árabes - 4 aeronaves.
Força Aérea Brasileira - 12 aeronaves.
Força Aérea da Suíça - 2 aeronaves.
Força Aérea da Chile - 8 aeronaves.
Força Aérea da Tailândia - 6 aeronaves.
Força Aérea da Taiwan - 19 aeronaves.
Força Aérea da Jordânia - 2 aeronaves.
Força Aérea da Finlândia - 2 aeronaves.
Força Aérea Portuguesa - 12 aeronaves.
Força Aérea da Argélia - 10 aeronaves.

Principais Características
País de origem: Espanha
Fabricante: Construtores de Aeronauticas SA (CASA)
Tipo: Avião de transporte tático bimotor turboélice
Entrada em serviço 2001
Missão Transporte e Patrulha Marítima
Principais Características
Tripulação 2 (piloto e co-piloto) + 73 soldados equipados ou 48 paraquedistas
Dimensões
Comprimento 24,50 m
Envergadura 25,81 m
Altura 8,66 m
Peso
Tara 9.500 kg
Peso bruto máximo 23.200 kg
Propulsão
Motores Dois turboélices Pratt & Whitney Canada PW127G, com 2.920 shp cada.
Performance
Velocidade máxima 481 km/h
Alcance 5.630 km
Teto máximo 7,620 m (25,000 ft) m




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