quinta-feira, 23 de maio de 2013

Gepard - Blindado Anti-Aéreo do Exército Brasileiro


O Flakpanzer Gepard é um carro de combate de defesa anti-aérea de alta tecnologia. Foi desenvolvido pela empresa Krauss-Maffei Wegmann para o Exército da Alemanha.
Pode atingir até 65 km/h, e pesa 47,5 toneladas. Já foram produzidas aproximadamente 570 unidades.
Ele foi considerado durante muitos anos o mais eficiente sistema de canhões antiaéreos do mundo ocidental, e os norte-americanos tentaram aplicar a idéia ao chassis de um carro M-48, equipado com dois canhões de 40mm, num projeto que foi cancelado.
A Holanda desativou os sistemas Gepard que tinha ao serviço e substituiu-os por sistemas muito mais leves baseados em veículos 4x4 equipados com mísseis terra-ar.
O carro Gepard foi desenvolvido pela Krauss-Maffei Wegmann na década de 70 e 80 com o objetivo de proteger forças blindadas de ataques aéreos, desencadeados por helicópteros de ataque, os quais consistiam em uma das principais ameaças a blindados, dentro do cenário europeu da Guerra Fria.
Trata-se de um carro dotado de dois canhões antiaéreos Oerlikon de 35 mm, operando em conjunto com radares de aquisição de alvo e direção de tiro em uma torre de giro estabilizada montada sobre o chassi do Leopard 1.

Sistemas
O sistema Gepard, tem também um sistema completamente autônomo de aquisição de alvos que lhe permite identificar os potenciais alvos e disparar contra aqueles.
O radar de pesquisa está colocado à frente do veículo, enquanto que o radar de seguimento está colocado na parte traseira da torre.
Quanto a sistemas optrônicos, possui um telêmetro laser e pode ser dotado de um sistema de visão termal, o que capacita a guarnição a operar durante a noite.

Modernização
Recentemente os Gepard 1A2 do Exército Alemão foram submetidos a uma ampla modernização contratada pela administração federal alemã, pois havia a intenção de se manter este sistema em operação até 2025.
Na modernização realizada, foi feita a substituição do antigo sistema de direção de tiro analógico por um digital, assim como melhorias nos sensores de velocidade inicial do projétil, para que se adaptassem aos novos tipos de munição, além da integração dos Gepard ao sistema de comando e controle de defesa antiaérea, apenas como alguns exemplos de alterações introduzidas no sistema.
A introdução do sistema de direção de tiro digital possibilitou a adaptação do Gepard às novas ameaças resultantes das novas capacidades das aeronaves e procedimentos de ataque, apenas através de modificação de software.

Munição
Quanto ao tipo de munição, o Gepard pode utilizar desde munições auto-exclusivas incendiárias até granadas movidas por energia cinética com deflagração de balins após penetração em blindagens, o que capacita o presente material a realizar disparos em diversos tipos de alvos, sejam aéreos ou até mesmo terrestres.
Além disto, as viaturas são adaptáveis ao uso simultâneo de mísseis terra-ar acoplados à torre, como o Stinger, o SA7 Grail-Strella 2, o Mistral ou o próprio Igla (míssil empregado pelos Grupos de Artilharia Antiaérea do Exército Brasileiro), o que proporciona um recobrimento de sistemas de armas, característica tida como ideal pela atual doutrina de emprego da Artilharia Antiaérea, pois desta forma, as vulnerabilidades de um sistema pode ser recoberta pelas possibilidades do outro.




Exército Brasileiro
Em Abril 2013 o Ministério da Defesa do Brasil comprou 34 tanques usados Gepard 1A2 do Exército alemão para garantir a segurança nos grandes eventos que o país receberá até 2016. Os tanques Gepard 1A2, de 47,5 toneladas, foram modernizados em 2010 com novos sistemas de radar e informática que permitirão sua operação até 2030.
Os primeiros nove tanques antiaéreos, importados da Alemanha, chegaram ao Rio nesta terça-feira 22/05. Os tanques serão usados no esquema de segurança da Copa das Confederações, ao redor do Maracanã.
Apesar de quase 48 toneladas, o blindado mostra que tem versatilidade. A torre de combate gira e os dois canhões do tanque disparam até 1.100 tiros por minuto. Dois radares identificam os inimigos no céu e orientam os disparos. Com alcance de 5 quilômetros de distância e a até 5 quilômetros de altura as aeronaves e mísseis são facilmente abatidos.

Operadores
Alemanha - Exército da Alemanha
Bélgica - Exército da Bélgica
Brasil - Exército Brasileiro
Países Baixos - Exército Real
Jordânia - Exército Real da Jordânia
Roménia - Exército da Romênia

Principais Características
Fabricante: KMW Kraus-Maffei Wegmann - Alemanha
Tripulação: 3
Comprimento: 7.68 - Incluindo canhão: 7.73M
Largura: 3.27M
Altura: 3.04M
Peso vazio: 44500Kg. - Peso preparado para combate: 47300Kg.
Motor/potência/capacidades
Sistema de tracção:Lagartas
Motor: MTU 838Ca M500 10cyl Potência: 830 cv
Velocidade máxima: : 65 Km/h - Velocidade em terreno irregular: 35 Km/h
Autonomia máxima: 550Km
Armamento básico
- 2 x 35mm Oerlikon KD35 Calibre: 35mm, que podem disparar munição perfurante ou munição explosiva.
Sistema de radar auxiliar





Imagens Área Militar e Wikipédia, Vídeo You Tube.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

JAS 39 Gripen Weapons - Caça Sueco Multifunção

O Saab JAS 39 "Gripen" é um caça sueco fabricado pela Saab é um dos mais avançados aviões de caça do mundo que combina uma magnífica agilidade com excepcionais capacidades de pouso e decolagem em pistas curtas em um caça relativamente pequeno.
O JAS 39 Gripen tornou-se o primeiro caça estável do mundo com estabilizadores canard e asa em delta, graças ao uso da instabilidade intrínseca controlada por avançado sistema fly-by-wire.
Está equipado com o radar multimodo Ericsson PS-05/A com funções de busca e rastreamento de alvos múltiplos, navegação, mapeamento do terreno e ataque ao solo. Também possui um moderno computador de bordo para o controle de tiro, telas de cristal líquido coloridas e um head-up display (HUD) de amplo campo visual. Seu motor é o turbo-fan GE F404 americano, produzido sob licença pela Volvo, que aumentou seu empuxo em 10%. O JAS 39 Gripen alcança até 2.126 km/h.

Gripen NG 
O novo Gripen NG (Nova Geração) terá muitas peças novas e será propulsionado pelo turbofan Volvo Aero RM12, a versão sueca do motor GE F414-400 do F/A-18E/F. O novo motor produz 20% de empuxo a mais que o turbofan anterior — 98 kN (22.000 lbf) — permitindo uma velocidade de super cruzeiro de Mach 1,2 com mísseis ar-ar e ar-terra. Comparado ao Gripen D, o peso máximo de decolagem do Gripen NG aumenta de 14.000 para 16.000 kg (30,900–35,300?lb) com aumento do peso vazio de 200 kg (440?lb). Devido ao trem de pouso principal ter sido realocado, a capacidade interna de combustível aumentou 40%, o que aumenta o alcance para 4,070 km (2.200 milhas náuticas). A nova configuração de chassi permite a adição de dois cabides de armas na fuselagem. Seu radar AESA Ericsson PS-05/A acrescenta uma antena nova para testes de voo com início em meados de 2009.
O Gripen Demo teve seu vôo inaugural em 27 de maio de 2008. O vôo de teste durou cerca de 30 minutos e atingiu uma altitudemáxima de cerca de 6.400 metros (21.000 pés). Em 21 de janeiro de 2009, o Gripen Demo voou sem pós-combustão Mach 1,2 para testar a sua capacidade de super cruzeiro.

Sea Gripen 
A Saab fez estudos sobre a versão naval baseada em porta-aviões na década de 1990. Em 2009, lançou o projeto Sea Gripen em resposta ao pedido da Índia para obter informações sobre um avião naval. O Brasil tem potencial necessidade de desenvolver essa aeronave.
O principal ponto a ser melhorado era a autonomia e para isso, foi necessário modificar a estrutura do Gripen e mudar o posicionamento do trem de pouso traseiro JAS-39 A/C, liberando um espaço para um novo tanque de combustível com 1200 litros, aumentando a capacidade de combustível do Gripen NG em 40%. A partir de agora, o raio de combate do Gripen NG passou a ser de 1300 km, quando armado com 6 mísseis ar ar e um tanque externo. O alcance de translado passou de 3200 km para 4070 km com 3 tanques externos. As modificações estruturais levaram a um pequeno aumento de peso de apenas 200 kg, porém a capacidade de transporte de carga aumentou em uma tonelada.




Propulsão
Este novo motor permite ao Gripen NG voar em regime de supercruzeiro de mach 1,2 armado com mísseis ar ar, o que foi demonstrado pelo protótipo Gripen DEMO em 21 de janeiro de 2009. Para quem não conhece o que é supercruzeiro, é a capacidade de voar em velocidade supersônica sem uso do pós-combustor, o que permite uma maior autonomia e ainda coloca o avião em vantagem quando estiver atacando, pois pode chegar mais rápido no ponto de lançamento das suas armas e sair rapidamente da área de combate. Hoje, apenas o supercaça F-22 Raptor, Typhoon e o novo caça PAK FA T-50 da Rússia conseguem voar em supercruzeiro.

Radar
O radar que será usado no Gripen NG será fornecido pela empresa italiana Selex Galileo, sob a forma do modelo ES-05 Raven. Trata-se de um novo radar de varredura eletrônica ativa (AESA), cujo alcance está estimado em 120 km contra um alvo do tamanho de um caça (RCS 5m2). Esse alcance representa um aumento de 25% frente ao alcance do radar PS-05 usado no caça JAS-39A/C Gripen de geração anterior. O radar Raven tem um ângulo de 100º de varredura para cada lado e terá capacidade de varredura ar ar e ar terra simultaneamente.
Especificamente, no modo ar terra, o radar Raven será capaz de mapear o solo, criando uma imagem sintética do relevo e de eventuais alvos. Já no modo ar ar, o Raven, permitirá engajar até 4 alvos simultaneamente com o uso de mísseis de médio e longo alcance guiados por radar ativo. Outra capacidade que este radar terá é a de guerra eletrônica, podendo interferir, de forma ativa, nos radares inimigos.
Além do radar, o Gripen NG terá um sensor passivo IRST Skyward-G, também desenvolvido pela Selex Galileo, equivalente aos sistemas IRST instalados nos caças russos MIG-29 Fulcrum e Su-27 Flanker, sendo capaz de rastrear alvos sem emissões, através do calor das aeronaves inimigas, o que dá uma alternativa para o Gripen NG caso esteja operando em silencio radar, para maximizar sua discrição operacional.

Armamento
O Gripen NG é um dos aviões de combate com maior flexibilidade de opção de armas do mercado. Na arena ar ar, o NG poderá ser armado com mísseis de curto alcance da família AIM-9 Sidewinder, o A-Darter que está sendo desenvolvido pela África do Sul, com aporte financeiro brasileiro, Python IV e Python V de Israel, AIM-132 Asraam da Inglaterra e o ótimo míssil IRIS-T, desenvolvido pela Alemanha. Os mísseis de médio alcance que estão disponíveis para o Gripen NG são o AIM-120 Amraam, o míssil Derby, já em uso no Brasil, e o novo míssil Meteor, cujo alcance excede os 110 km. Todos estes mísseis de médio alcance são guiados por radar ativo e por tanto são do tipo “dispare e esqueça”. 
Já, o arsenal ar terra, é composto por um, igualmente variado leque de armas, que vão das bombas guiadas a laser da família Paveway (GBU-10, 12, 16), bombas guiadas por GPS da família JDAM (GBU-31, 32, 38), a bomba de planeio AGM-154 JSOW, também guiada por GPS, a bomba dispensadora de submunições DWS-39, e mísseis ar superfície como o Taurus KEPD-350 e o RBS-15, usado para destruir navios de guerra, e o míssil AGM-65 Maverik.
Ao todo, existem 10 pontos duros sob as asas e fuselagem do Gripen NG, para transporte de cargas de combate, tanques de combustível e casulos de sensores, totalizando até 6000 kg de carga externa.
O armamento interno do NG é representado por um potente canhão Mauser BK-27 de 27 mm carregado com 120 munições e capaz de uma cadência de 1700 tiros por minuto

Usuários
África do Sul
Hungria
Reino Unido
República Checa
Suécia
Suíça
Tailândia

Principais Características
JAS-39 Gripen
Origem SuéciaDescrição:
Fabricante SAAB
Missão Caça multi-missão
Dimensões:
Comprimento 14.1 mEnvergadura 8.4 m
Altura 4.5 m
Peso 7.000 kg
Peso 12.473 kg (máximo, com carga bélica)
Propulsão:
Motores 1× General Eletric F-414-400; ou
Motor Turbina Volvo Flygmotor RM 12, de 80,5 KN de empuxo
Performance:
Velocidade de cruzeiro: mach 1,2
Velocidade máxima: mach 2.0
Razão de subida: *15240 m/min
Potência: 0,93
Fator de carga: 9 Gs
Teto máximo 15.240 m
Raio de ação/ alcance: 1300 km/ 4070km
Armamento:
Metralhadoras
Canhão Mauser BK-27 de 27mm montado internamente com cadência de 1000 a 1700 tiros/min, com capacidade para 120 munições.
Mísseis/Bombas
Ar Ar: Míssil AIM-120 Amraam, Meteor, Sidewinder, Iris-T, Python 4, Python V, A-Darter, AIM-132 Asraam, Míssil Derby
Ar Terra: Míssil AGM-65 Maverick, RBS-15F antinavio, Bombas guiadas a laser da família Paveway (GBU-10, 12 e 16), Bomba dispensadora de submunições DWS-39  
planadora, Bombas da família JDAM, guiadas por GPS (GBU-31, 32, 38), míssil antinavio RBS-15, míssil Taurus KEPD 350, Bomba guiada por GPS Spice, Bombas de  
queda livre da série MK-80.




Imagem Campo de Batalha Aérea e Wikipédia, Vídeo You Tube.

terça-feira, 21 de maio de 2013

A-4 Skyhank (AF-1) O caça do NAe São Paulo





A-4 Skyhank (AF-1) O caça multifunção do Porta Aviões da Marinha do Brasil NAe São Paulo. O McDonnell Douglas A-4 Skyhawk é um avião de ataque naval especialmente desenvolvido para operar a partir de porta-aviões. Desenvolvido nos anos 1950 para a Marinha dos EUA, o pequeno, econômico, mas versátil Skyhawk continua em uso em diversas forças aéreas do mundo.

História 
Em janeiro de 1952, a equipe de Edward Henry Heinemann (mais conhecido como Ed Heinemann) projetista-chefe da Douglas Aircraft Company (mais tarde McDonnell Douglas) apresentou um projeto para a Marinha Americana em resposta a uma requisição daquela força, que necessitava de uma aeronave de ataque com capacidade nuclear, baseada em porta-aviões, com raio de ação de 555 km, capaz de transportar 908 kg de armamento e atingir velocidades de 805 km/h, pesando até 13.600 kg e 
que não deveria custar mais de US$1.000.000,00 (um milhão de dólares) por unidade. 
As primeiras unidades começaram a ser entregas para a Marinha Americana em meados de 1956 e entraram em serviço ativo em outubro do mesmo ano. A produção foi mantida até fevereiro de 1979, totalizando 2.960 exemplares construídos em pelo menos 20 versões diferentes. A última versão produzida nova para os norte-americanos foi a A-4M, uma aeronave bastante sofisticada, usada principalmente pelos esquadrões do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, e o último modelo a sair da linha de montagem foi o A-4KU, uma série especial de 30 aeronaves (mais 6 bipostos TA-4KU) fornecidos para o Kuwait mas que atualmente servem à Marinha do Brasil.
No decorrer de sua carreira, o Skyhawk perdeu a função de ataque nuclear mas ganhou a capacidade para operar em qualquer tempo, sendo que a principal modificação visível foi uma espécie de "corcunda" ou "corcova", introduzida, a partir do modelo A-4F, na parte superior da fuselagem, para receber aviônicos. 
A serviço dos EUA, os Skyhawks continuaram voando na função Agressor para os fuzileiros e para a marinha até o final do século XX. Esta última também operou o aparelho na equipe acrobática Blue Angels e o modelo TA-4J operou nos esquadrões de treinamento avançado até 1999, quando foram substituídos por  T-45A Goshawk. .
A grande versatilidade do Skyhawk fez dele uma ótima opção para diversas forças aéreas ao redor do mundo, razão pela qual o avião ainda continua em plena atividade no início do século XXI. 2.960 aeronaves foram produzidas.

Perfil de um A-4P (A-4B) Skyhawk da Fuerza Aerea Argentina com o esquema de pintura usado durante a Guerra das Malvinas
Pela Força Aérea e Marinha Argentinas, o A-4 teve destacado papel na Guerra das Malvinas. Aeronaves A-4P e A-4Q (A-4B) e A-4C conduziram diversas missões de ataque durante o conflito do Atlântico Sul, geralmente carregando bombas e realizando ataques anti-navio. As aeronaves da Força Aérea Argentina receberam faixas amarelas e posteriormente azul turquesa como forma de identificá-las como "amigas" perante as baterias de artilharia anti-aérea argentina estacionadas nas ilhas Malvinas durante o conflito.
A Argentina, junto com Israel, foi um dos maiores operadores do Skyhawk. Desde 1998, uma versão modernizada conhecida como A-4AR Fightinghawk está operando na Força Aérea Argentina. Esta versão está equipada com o radar ARG-1, uma versão do AN/APG-66 do F-16. 36 unidades estão operacionais.

Desenvolvimento
O A-4KU oferece  notáveis  combinações  de raio de ação, capacidade de carga e autonomia. Provê velocidade, manobrabilidade e os sistema de aviônica  necessários à sua sobrevivência nos diferentes cenários da guerra moderna, capacidade esta já demonstrada em combate real.
Pode operar tanto a partir  de navios-aeródromos como a partir de bases avançadas com pistas de 1.300 metros. Mesmo em operações de combate, com apoio e instalações limitadas para sua manutenção, os Skyhawks demonstraram elevadas taxas de disponibilidade e emprego.
Oitos modificações no modelo inicial foram feitas durante seu ciclo operativo, durante as quais melhorias na propulsão, pacote de aviônica e armamento foram incorporadas. Ao mesmo tempo, características do projeto original que provaram seu  valor em combate, tais como a sólida estrutura, foram mantidas. Dessa forma, foi possível manter a capacidade de emprego do Skyhawk em combate, apesar da grande evolução dos sistemas de defesa antiaérea. Situações de combate real tem sido o campo provas e a principal influência no projeto do Skyhawk II.

Dados do Projeto
 A alta capacidade do Skyhawk de manter voo controlado após danos em combate deve-se às seguintes características:
  • Duplos controles hidráulicos de voo com “backup” manual
  • Asas com revestimento triplo
  • Furos limitadores de rachaduras na estrutura
  • Ausência de painéis usinados na fuselagem
  • Compartimentos  separados para motores e tanques de combustível
  • Aspirações da turbina de tamanho reduzido
  • Abastecimento de emergência  por gravidade
  • Sistemas redundantes de transferência de combustível
  • Arriamento de emergência  do trem  de pouso em queda livre
  • Gerador de emergência acionado pelo fluxo de ar

A probabilidade de ser atingido por fogo inimigo é inversamente proporcional à agilidade e tamanho aeronave. Desde suas primeiras séries o Skywawk vem demonstrando uma impressionante capacidade de sobrevivência em combate.
Visando facilitar essa tarefa, o fabricante elaborou o “Manual para Reparo de Danos de Combate” que explica em debate os reparos em toda a estrutura. Essa providência muito auxiliou esquadrões a restituírem à condição operativa aeronaves danificadas em combate.

Desempenho em  voo
O Skyhawk é conhecimento por sua facilidade de manobra e reconhecidas qualidades de voo, que são particularmente úteis nas missões de ataque ao solo. Essas características resultam do seu projeto básico e das modificações incorporadas ao longo do seu tempo de serviço.
Sua facilidade de manobra tem contribuído para um excelente desempenho quanto à segurança de voo e permitido que um tempo mínimo de voo seja necessário para que o piloto atinja todas as qualificações no modelo.
Os controles primários de voo são os ailerons, lemes profundores, atuados hidraulicamente. Cada controle recebe duas alimentações hidráulicas independentes, bastando uma alimentação para permitir seu funcionamento dentro do limite de certas velocidades.
Se ambos os sistemas falharem, os atuadores hidráulicos podem ser desconectados e operados manualmente. No modo de controle manual, a velocidade estaria limitada a 300kt  ou 0.8 Mach, devido aos altos esforços sobre os controles. Já houve casos de pouso a bordo em modo manual.
Em combate comandos bruscos podem ser executados sem que haja o perigo de perda de controle de voo ou dano estrutural. Essa característica permite o aproveitamento integral da capacidade da aeronave.
O Skyhawk entra em parafuso somente quando deliberadamente forçado a fazê-lo. Quando isto acontecer, a recuperação é simples e convencional: basta aplicar o leme direcional contra a direção do giro e neutralizar os comandos de voo.
O controle da aeronave  na fase de pouso é excelente. Freios aerodinâmicos nas asas, acionados automaticamente após o toque no convés, permitem pousos operacionais seguros com ventos cruzados de mais de 25kt.
O modelo A-4KU foi projetado com a comprovada adaptação à operação embarcada das séries anteriores.  O trem de pouso permite as altas razões de descida tipicamente exigidas para pouso a bordo. 

Sistemas
AFCS
O Sistema automático de controle de voo(AFCS) libera o piloto dos comandos de rotina em voos de longa duração.
O AFCS controla os ailerons, lemes e profundores para a execução das seguintes funções:
  • Manutenção da altitude
  • Manutenção de rumo
  • Pré-seleção  de rumo
  • Controle pelo manche (Permite voar com o AFCS aplicando comandos com o manche)
  • Aumento de estabilidade 

Hidráulico
Dois sistemas hidráulicos independentes  fornecem a potência hidráulica necessária à operação do Skyhawk. São eles o sistema de controle de voo e o utilitário. Cada sistema tem o seu próprio reservatório e bomba (acionada pelo motor), operando a uma pressão de 204 atmosferas.
As canalizações também são independentes, visando a mínima vulnerabilidade. O sistema utilitário aciona o trem de pouso, flaps, freios, aerodinâmicos, freios das rodas, gancho e subsistemas de alojamento de combustível. Luzes de alarme indicam a queda de pressão em qualquer dos sistemas.

Elétrico
A alimentação principal do sistema é um gerador 20 KVA acionado pelo motor da aeronave. A corrente contínua é retificada em um transformador-retificador de 50A 28V DC. A aeronave não possui bateria. A máxima carga elétrica continua é de 8KVA permitindo picos de cerca de 60% acima deste valor. A alimentação de emergência é fornecida por um gerador extensível, de 1,7KVA, acionado pelo fluxo de ar, o que provê a energia suficiente para a alimentação dos instrumentos de voo.

Combustível
O sistema de combustível dos motores do A-4 e TA-4 são compostos apenas por um tanque da fuselagem (394L) e o tanque das asas (2.120L). Em consequência, os subsistemas de abastecimento e transferência são simples e confiáveis.
O tanque da fuselagem é isolado de forma que um vazamento de combustível proveniente de danos em combate não invada o compartimento do motor, possuindo também um sistema de válvulas que assegura o suprimento de combustível do motor em todas as situações, inclusive até 30s de voo invertido.
Cada asa pode receber um tanque externo de 568 ou 1.136L, bem como a seção central da fuselagem, que pode ainda receber um tanque externo de 1.514L. Todos os tanques, internos e externos, podem ser abastecidos por pressão através de um único bucal de enchimento, ou individualmente, por gravidade. Para o reabastecimento “a quente” (com o motor acionado), pode ser utilizado o “probe” de reabastecimento em voo.

Propulsão
O motor do Skyhawk II é um turbojato Pratt & Whitney de fluxo axial com duas seções, que pode ser ajustado para diferentes características de combustível. A aeronave utiliza um acumulador hidráulico para acionar o motor de partida de turbina de gás, a qual movimenta o motor, provendo assim a alimentação elétrica para a ignição.
Os motores Pratt & Whitney da série J52 foram utilizados em todas as séries do Skyhawks desde o A-4E em 1962. Modificações técnicas incorporadas ao longo dos anos permitiram um aumento de potência que viabilizou a modernização dos sistemas de armas e aumento do desempenho.
O Skyhawk II usa a versão mais recente deste motor, a J52-P-408, com um empuxo de 11.200lb. Esse motor também admite o kit de modificações J52-P408A, que o torna intercambiável com o da aeronave EA-6B Prowler.

Trem de Pouso
O sistema hidráulico utilitário retrai o trem de pouso durante a operação normal. O trem retrai para cima e para vante e é mantido em posição hidraulicamente. Em caso de falha  do sistema utilitário, fica apoiado sobre as portas as quais podem ser abertas mecanicamente, permitindo ao trem  ser armado e travado por ação da gravidade. Um paraquedas de 16ft de diâmetro pode ser utilizado para reduzir significativamente a distancia de rolagem no solo aumentando a vida dos freios das rodas e pneus.

Armamento
As aeronaves são armadas com dois canhões de 20mm, com 200 cartuchos por canhão, e uma variedade de armas ar-superficie e ar-ar, que pode ser transportada nos racks das asas ou no rack central. Esses racks podem acomodar bombas, foguetes, mísseis e tanques de combustível, ou ainda os racks de tripla ejeção ou multi-ejeção.
A aeronave pode ser armada com 4 mísseis ar-ar  Sidewinder. A segurança do sistema de bombardeiro durante as fases de carregamento e pré-voo é assegurada mediante a inserção de pinos de segurança que interrompem os circuitos de fogo e travam mecanicamente os ejetores do armamento.

Serviço de manutenção e apoio
Os serviços  realizados durante o tempo de rotação para operações em combate requerem uma equipe de seis militares. O tempo normal para reabastecer, configurar e municiar o armamento, suprir o oxigênio e inspecionar a aeronave é de 15 minutos. As principais portas de inspeção são do tipo de abertura rápida, visando agilizar acesso.O suprimento de oxigênio é realizado simplesmente trocando-se as ampolas.
Os dutos de admissão de ar do motor são curtos e possuem largura suficiente para facilitar a inspeção. É baixa a ocorrência de danos por objetos estranhos (DOE), devido à altura onde estão situados. Sua localização também permite que a maior parte dos serviços e o rearmamento sejam executados com o motor acionado.
Acessibilidade e os procedimentos simplificados de manutenção, somados à simplicidade dos subsistemas do Skyhawk resultam nos mais baixos requisitos de pessoal de manutenção dentre todos os esquadrões de aeronaves à reação das Forças Armadas americanas.

Um caça Skyhawk no Port-aviões NAe São Paulo.
Na Marinha do Brasil 
A Marinha do Brasil possui 23 exemplares de Skyhawk da versão A-4KU, a última a ser produzida. Desses, 20 são monopostos (versão A-4KU) e 3 bipostos de treinamento (versão TA-4KU). Destas aeronaves, cinco monoplaces são utilizados como fontes de peças.
O modelo monoposto foi designado AF-1 e o biposto AF-1A.
Os AF-1 e AF-1A foram comprados no final dos anos 90 do Kuwait e são aeronaves veteranas de guerra, tendo participado de missões de combate da Operação Tempestade no Deserto no início de 1991. Durante o conflito de 1991 voaram com uma camuflagem em areia, marrom e cinza, além de levarem escrito na lateral da fuselagem as palavras "Free Kuwait". (Fonte: Perfis de Aviões) 
As aeronaves adquiridas pela Marinha do Brasil em 1997 junto à Força Aérea do Kuwait são dos modelos A-4KU (monoplace, 20 unidades) e TA-4KU (biplace, 3unidades) Skyhawk II. O sufixo KU deve-se a terem sido produzidos pela McDonnell Douglas especialmente para o Kuwait, sendo essa uma das séries de produção mais recentes desse modelo.
Os Skyhawk brasileiros ficam sediados na Base Aérea Naval de São Pedro Aldeia(BAeNSPA) e operam embarcados no NAe São Paulo.
O A-4KU Skyhawk II, modelo mais recente de toda a série de Skyhawks, é o resultado de um projeto simples e cuidadoso. Suas características evoluíram a partir de uma herança de mais de 11.000.000 de horas de voo, sendo 500.000 em combate. O Skyhawk se firmou como uma aeronave de alto desempenho tático e comprovada  sobrevivência em combate, com o menor custo. As versões A-4KU e TA-4KU Skyhawk II tem como principais  características:
  • Construção simples e resistente
  • O melhor histórico de sobrevivência em combate
  • Capacidade de cumprir múltiplas missões
  • Sistema de aviônica totalmente integrado
  • Modelos monoplace e biplace igualmente equipados e com desempenho semelhante

As aeronaves A-4KU e TAKU adquiridas pela Marinha do Brasil são o que há de melhor na série Skyhawk II. Devido às poucas horas voadas (1.700 em média por aeronave) e ao abrangente pacote de sobressalentes, essas aeronaves representam uma  solução efetiva e de baixo custo para fortalecer o braço aéreo da Marinha do Brasil.

Operadores 
Entre os operadores do A-4 Skyhawk nas suas diversas variantes incluem-se os seguintes países e as seguintes forças armadas:
Argentina (Força Aérea e Marinha)
Brasil (Marinha)
Israel (Força Aérea)
Kuwait (Força Aérea)
Singapura (Força Aérea)
Austrália (Marinha)
Malásia (Força Aérea )
Nova Zelândia (Força Aérea)
EUA (Marinha e Corpo de Fuzileiros)

Principais Características
A-4, A-4KU, TA-4KU Skyhawk
Fabricante Douglas Aircraft Corporation (McDonnell Douglas)
Entrada em serviço outubro de 1956Missão Aeronave de Ataque, Caça-bombardeiro, Caça Multifunção
Tripulação 1 (ou 2 na versão de treinamento) 
Dimensões:
Comprimento 12,2 m
Envergadura 8,4 m
Altura 4,6 m
Área (asas) 24,15 m²
Peso:
Peso básico operacional* 12.757lb 13.507lb
Peso Maximo de decolagem 25.500lb 25.500lb
Propulsão:
Motores Pratt & Whitney J52-P408, Pratt & Whitney J52-P408
Velocidade máxima 1.077 km/h
Empuxo Máximo (30 Min) 11.200lb, 11.200lb
Empuxo máximo contínuo 9.900lb, 9.900lb
*O peso básico operacional considera uma configuração típica de combate, incluindo tripulação, sistemas de controle do armamento, dois canhões de 20mm , 400  
cartuchos de munição, blindagem e 5 pylons.
Armamento:
Metralhadoras
2× 20 mm Colt Mk 12 cannon, 100 tiros por arma
Mísseis/Bombas
AIM-9 Sidewinder e 4.490 kg em bombas




Imagem Wikipédia, Vídeo You Tube.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

NAe São Paulo (A-12) O Porta Aviões da Marinha Brasileira

Construído na França entre 1957 e 1960, serviu à Marinha da França como porta-aviões da Classe Clemenceau sob o nome FS Foch, uma homenagem aFerdinand Foch, comandante das tropas aliadas durante a Primeira Guerra Mundial.
Adquirido pelo equivalente a 12 milhões de dólares norte-americanos em setembro de 2000, foi recebido operacional pela Marinha do Brasil a 15 de Novembro desse mesmo ano, no porto de Brest, na França, quando teve passada a sua Mostra de Armamento.
Com 50% mais velocidade e podendo transportar o dobro de aeronaves que o antigo NAeL Minas Gerais (A-11), o NAe São Paulo (A-12) opera aviões de ataque AF-1 e helicópteros, sendo hoje a capitânia da Armada.
O São Paulo é o maior navio de guerra do hemisfério sul, com 265 m de comprimento e 33 mil toneladas de deslocamento à plena carga.
 O NAe (Navio Aeródromo) A-12 São Paulo, foi adquirido pela Marinha do Brasil, para substituir o já ultrapassado  Porta Aviões A-11, o saudoso Minas Gerais, comprado ainda nos anos 60 pelo estão presidente na época, Juscelino Kubitschek .
Apesar de já operar um Navio Porta Aviões desde os anos 60 quando o presidente Juscelino Kubitschek adquiriu junto a Real Marinha Inglesa o Porta Aviões A-11, Minas Gerais o ex-HMS Vengeance, a marinha do Brasil, só atingiu a capacidade plena de operação de porta-aviões, com a aquisição do antigo porta-aviões frances, Foch, da classe Clemanceau, atual A-12 São Paulo.
Quando a Marinha Brasileira comprou o Porta Aviões, a Marinha Francesa retirou todos os sistemas militares de defesa, sistemas anti-aéreos, o navio nos foi entregue praticamente somente a carcaça e os motores, era um simples navio civil que poderia operar aviões, no entanto é preciso destacar que nenhum sistema que o Porta Aviões Possuía era compatível com os usados pela Marinha Brasileira , e não era lógico possuir um Navio que era diferente dos demais, isso demandaria mão de obra especial e exclusiva ao Navio Aeródromo .

Operações 
Desde a sua incorporação, participou de diversas operações:
ARAEX-02 (operação conjunta com a Armada da Argentina),
URUEX-02 (operação conjunta com a Armada do Uruguai),
TEMPEREX-02,
TROPICALEX-02,
TROPICALEX-03,
ASPIRANTEX-03,
CATRAPO II/HELITRAPO II,
PASSEX (com o USS Ronald Reagan (CVN-76)), e
ESQUADREX-04.


Grupo Aéreo Embarcado 
O Grupo Aéreo Embarcado do São Paulo pode ser composto por uma combinação diferente de aeronaves de acordo com a missão. Um grupo típico poderia ser formado por 10 a 16aeronaves de ataque A-4 Skyhawk (AF-1), 4 a 6 SH-3A/B (ASH-3D/H) Sea King anti-submarino e 2 UH-13 Esquilo de emprego geral e/ou 3 UH-14 Super Puma.
Na prática, nas operações realizadas pela Marinha do Brasil, o número é bem mais reduzido por problemas na disponibilidade dos AF-1 e pelo tempo de uso dos Sea King.
Acidente, Reforma e Retorno 
Em 2005, um acidente ocasionou a morte de três tripulantes.1 Como causas, foram verificadas diversas deficiências que demandariam um período de manutenção prolongado no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro.

Acidentes, Reforma e Retorno
A Marinha tem dificuldades com a manutenção dos propulsores a vapor, usados para fazer o porta-aviões se mover, e com a rede elétrica. Faltam ainda peças de reposição e mão de obra capacitada para realizar consertos.
Esses são apenas alguns dos fatores que colocam em risco a vida da tripulação, de cerca de 2.450 Militares.
Em sete anos, quatro tripulantes morreram e 13 ficaram feridos em acidentes no porta-aviões. Houve pelo menos seis grandes incêndios.
No mais recente, em 21 de fevereiro, morreu o marinheiro Carlos Alexandre dos Santos Oliveira, 19. No acidente que matou o marinheiro Oliveira, a suspeita recai sobre a tinta usada nos dormitórios, segundo o Ministério Público Militar. De acordo com a Marinha, houve um curto-circuito em um ventilador.
Após cinco anos, em julho de 2010, o Nae São Paulo retornou ao setor operativo da esquadra revitalizado e com algumas modernizações. Quilômetros de tubulações de água, vapor e combustível foram substituídos, todo o seu convés foi raspado e recapeado, foram feitas obras estruturais nos conveses internos e externos. As catapultas e os sensores foram revitalizados. A propulsão passou por uma revisão geral, sendo que trabalhos foram realizados para solucionar a vibração em um dos eixos que causou a última docagem do navio. O sistema de ar condicionado foi modernizado e ampliado. Três lançadores Simbad para defesa aérea estão operacionais.
Voltou realizar testes fora da Doca, no final de Julho de 2010, e apesar da fumaça preta que foi vista a sair das suas chaminés, por ainda estar regulando seus queimadores, e procurando a mistura correta de ar/combustível para seus motores, estava muito bem encaminhado para voltar a testes de mar ainda em 2010.
Em 2011, passou por testes, através da Comissão de Inspeção e Assessoria de Adestramento (CIASA), para ser re-incorporado a Marinha do Brasil.
Há outros problemas. O esgoto produzido a bordo não é tratado. Calcula-se que 800 mil litros diários sejam jogados no mar, sem tratamento, em desacordo com qualquer norma ambiental.
Em nota, a Marinha confirma que o sistema de tratamento de esgoto do porta-aviões só será instalado em 2014.

Principais Características
NAe São Paulo (A-12)
Carreira     Data de encomenda: 1955
Construção: 15 de novembro de 1957,   França Lançamento: 23 de julho de 1960
Período de serviço:  
15 de julho de 1963 (Marinha da França), 
15 de novembro de 2000 (Marinha do Brasil) em serviço. Estado Ativo (Navio Capitânia do Brasil)
Deslocamento: 30 884t (padrão), 33 673t (plena carga)
Dimensões
Comprimento: 266 m
Boca: 51,2 m
Calado: 8,6 m
Convés de Voo: 266m
Propulsão:
6 caldeiras, 4 Turbinas e 2 propulsores
Velocidade máxima: 32 nós (55 km/h)
Autonomia: 7 500 km
Número de catapultas: 2
Tripulação: 1030 homens, mais 670 homens da ala aérea.
Aeronaves: pode transportar até 40 aeronaves de asa fixa e helicópteros.




Imagem Vitacy e Wikipédia, Vídeo You Tube.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Destróier Indiano INS Delhi (D61) Classe Mísseis Guiados

 INS Delhi (D61) é um navio da classe de destróieres de mísseis guiados da Marinha Indiana. Ele foi construído na Doca Mazagon  em Mumbai. Esta classe é um dos maiores navios de guerra totalmente projetados e construídos na Índia. Três navios desta classe estão em serviço ativo.
Sua principal arma ofensiva é o Kh-35 Switchblade (SS-N-25) Anti-Ship Missile Cruise de origem russa. 16 tais mísseis podem ser montados sobre o lançador em qualquer dado momento. Eles também são equipados os mísseis Shtil russo de origem para a realização de operações anti-aéreas.


Operações
Task Force Europe 2009
Durante Maio e Julho de 2009, INS Delhi liderou a força tarefa da marinha indiana em implantação para a Europa. Durante esta implantação, a força-tarefa participou de exercícios conjuntos com a Marinha Real Britânica e a Marinha Francesa. Exercício Konkan-09 com a Royal Navy, foi realizado na costa do Reino Unido. Exercício Varuna 2009 com a Marinha Francesa estava na costa da França. 

Mar Filipino  
As marinhas dos Estados Unidos e da Índia começaram oficialmente as operações que marca o início do exercício conjunto Malabar em 2 de Abril de 2011. O  piloto da Marinha Indiana tenente K. Srinivasan do INS Delhi (D61) míssil teleguiado, embarcou a bordo do destróier de mísseis guiados USS Stethem (DDG 63) da Marinha dos Estados Unidos como oficial de ligação, disse que o exercício promove um bom ambiente para as duas marinhas para aprenderem uns com os outros e testar a sua compatibilidade. 

Desenvolvimento
A classe Delhi tem influências de design tanto soviéticos e ocidentais, incorporando elementos do destróier da classe Sovremenny , a classe Rajput (Kashin-II ), destruidor, eo Godavari classe fragata.
A classe Delhi  é capaz de operar em um ambiente NBC. Radar de redução da secção transversal é presumido ser mínimos, na medida em que alguns ângulos agudos foram achatados.
No papel principal de defesa aérea, um par de 2 3S-90 lançadores - um instalado em frente da ponte e outro no topo do hangar duplo de helicópteros - são equipados com o sistema SAM Shtil. O sistema consiste Shtil do russo Shtilmíssil e 24 mísseis desse tipo são realizados em um compartimento abaixo dos decks. Os lançadores podem elevar-se a 70 °, mas tem um arco de tiro limitado de 30 ° no eixo. Os grupos lançadores exigem uma tripulação de 20 homens e pesam cerca de 50 toneladas.
A classe Delhi está sendo atualizada com o Rafael Barak 1 sistema de mísseis de defesa aérea, o que supera o arco limitado do sistema Shtil. Ele tem um sistema de lançamento vertical, de oito células e a linha de comando-of-sight (CLOS) orientação radar de mísseis com um alcance de 500 metros a 10 km. O alcance máximo do míssil é de 32 km. O navio tem uma capacidade de vigilância de mais de 350 km e pode esterilizar uma área de 250 km.


Os navios também possuem um lançador quádruplo de torpedos 533 milímetros, o qual também pode ser usado para lançar SS-N-15 'da estrela do mar »ou possivelmente SS-N-16 ASW mísseis' garanhão ', é assim capaz de atingir alvos que variam de 50 a 120 km. Também é equipado com dois lançadores de foguetes anti-submarinos RBU-6000 com 12 tubos. Sua escala é de 6 km e profundidade máxima de alcance é de 500m.
Cada navio pode suportar dois helicópteros, o Sea King, ou o HAL Dhruv. Os helicópteros Sea King estão equipados com um radar Super Searcher e utilizado principalmente na vigilância aérea e as funções de anti-submarinos. Os helicópteros são capazes de voar quatro horas e meia sem parar. Os HAL Dhruv helicópteros são principalmente para as funções de serviço público. O INS Delhi tem uma tripulação de cerca de 30 oficiais e 350 marinheiros

Os navios estão equipados com quatro sistemas de lançamento de chaff eBEL Ajanta interceptores radar. O sistema de bloqueio TQN-2 é fornecido pela empresa italiana, Elettronica. O casco do navio montado capacidade sonar de busca ativa é baseada na TSM2633 por Thales Underwater Systems ou a APSOH por Bharat. A classe Delhi também tem uma profundidade variável sonar, modelo 15-750 desenvolvido e fabricado na Índia por Indal e Jardim Reach.

Navios da classe
INS Delhi      D61 - C1 Construtor Mazagon - Mumbai   Estado Ativo
INS Mysore  D60 - C2 Construtor Mazagon - Mumbai   Estado Ativo
INS Mumbai D62 - C3 Construtor Mazagon - Mumbai   Estado Ativo



Principais Características  
Nome: INS Delhi (D61)
Construtor: Mazagon Doca limitada ,   
Índia Colocado: 12 de dezembro de 1992
Lançado: 20 de março de 1995
Encomendado: 15 de novembro de 1997
Status: em serviço ativo  
Classe e espécie: Classe Destróier Mísseis Guiados
Deslocamento: 6.200 toneladas (a plena carga)
Comprimento: 163 m (535 pés)
Boca: 17,4 m (57 pés)
Calado: 6,5 m (21 pés)
Propulsão:
2 x M36E plantas de turbina a gás; 
Quatro turbinas a gás DT-59 x reversíveis; 
Dois eixos;
2 G-54 caixas; 
64.000 shp
Velocidade: 28 nós (52 km / h) 
Autonomia: 5.000 milhas (8,000 km)
Tripulação: 350 (incluimdo 40 oficiais)
Sensores e sistemas de processamento:
1 x MR-775 Fregat MAE radar de busca aérea 
1 x Bharat rawl (Dutch Signaal LW08), radar de busca de superfície 
3 x MR-212/201 Vaygach-U (NATO: Palm Frond) radares de navegação, JRC SATCOM 
1 x Bharat APSOH ou Humsa sonar 
1 x Jardim Alcance modelo 15-750 sonar de profundidade variável ou 1 x Thales ATAS
Armamento:
4 células quad Kh-35 Switchblade (SS-N-25) SSM, Barak SAM 
2 x Shtil sistemas SAM 
1 x 100 mm AK-100 arma 
4 x 30 mm AK-630 armas gatling 
2 x RBU-6000 matrizes de argamassa anti-submarino 
5 x 10-21 tubos de torpedos polegadas
Aeronaves: 2 x Sea King helicópteros




Imagens Wikipédia e Aame.in, Vídeo You Tube.